2 horas ago

Capacetes que se parecem com cabeças humanas. Você usaria um desses?



Os capacetes que se parecem com cabeças humanas reais podem em breve ser uma visão comum pelas ruas. O projeto foi feito pelo designer digital Jyo John Mullor.

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18 dias ago

BRASIL ELIMINA DISPARIDADES ENTRE HOMENS E MULHERES NA EDUCAÇÃO E NA SAÚDE, MAS POLÍTICA E ECONOMIA DERRUBAM PAÍS EM RANKING GLOBAL

O Brasil é um dos países mais igualitários do mundo quando o assunto é o acesso de homens e mulheres à educação e saúde, mas figura entre aqueles onde mais imperam disparidades de gênero nos campos político e econômico.


A conclusão faz parte do "The Global Gender Gap Report 2017", um estudo divulgado pelo Fórum Econômico Mundial nesta quinta-feira, que revela o tamanho da desigualdade em 144 países e aponta quais seriam os ganhos com a reversão desse quadro.

Os dados mostram que desde o início da série histórica, em 2006, é a primeira vez que a igualdade de gênero retrocede globalmente. No Brasil, porém, o nível de desigualdade é o maior desde 2011 - o país caiu 23 posições no ranking, figurando em 90º lugar na lista global e com o terceiro pior desempenho na região que engloba América Latina e Caribe, depois apenas de Paraguai e Guatemala.

A igualdade é medida no levantamento em uma escala de 0 a 1 - quanto mais próximo a 1, maior a igualdade entre homens e mulheres. Para o Brasil, a nota registrada em 2017 ficou em 0,684, a menor desde 2011, quando estava em 0,668.

"A posição atual do Brasil no relatório se deve a duas disparidades de gênero em particular - a política e a econômica", disse por email à BBC Brasil Vesselina Stefanova Ratcheva, economista e coautora do relatório.



Segundo ela, o país pouco progrediu ao longo dos últimos dez anos no sentido de resolver o problema no campo econômico. Nessa área, perdeu 20 posições de 2006 para cá, passando do 63º para o 83º lugar - os principais gargalos são as disparidades de salários em funções semelhantes e de renda obtida por meio do trabalho.


Política


A desigualdade na política é outro gargalo, observa a economista.



"Nosso índice constata que 2017 tem a menor igualdade de gênero em cargos políticos no Brasil desde que começamos a calculá-lo, em 2006. Isso contrasta com uma região que, na média, se atua fortemente para a inclusão das mulheres no campo politico."





A participação feminina é medida pelo chamado "empoderamento político", e é considerada um dos principais problemas para o país em relação à desigualdade. O Brasil foi da 86ª para a 110ª posição no período de 11 anos englobado no relatório - embora sua nota tenha subido de 0.061 para 0.101, o que indica um ambiente mais igualitário.



O estudo coloca o país entre os piores em dois aspectos: mulheres no parlamento e em posições ministeriais, rankings em que ocupa, respectivamente, a 121ª e a 134ª posições.



Segundo o Fórum Econômico Mundial, a maior igualdade nesse âmbito foi registrada entre 2011 e 2015, período que engloba a governo Dilma Rousseff. Seu sucessor, Michel Temer, foi duramente criticado ao assumir o governo nomeando apenas ministros homens - após as críticas, ele nomeou mulheres para posições de destaque.



Presidente Michel Temer e ministrosDireito de imagemREUTERS



Falta de mulheres em posições-chave no governo Temer já foi alvo de polêmica



Avanços



Nos campos da educação e da saúde, o Brasil se mantém em posição estável e de liderança nos últimos anos, dividindo o topo do ranking com pouco mais de 30 países. Mesmo assim, ainda enfrenta desafios, diz a coautora do relatório.





"Hoje, o Brasil acabou com a desigualdade de gênero em nível educacional, mas, como em muitas outras economias em todo o mundo, desequilibra na contratação, retenção e remuneração, entre vários fatores analisados no relatório, que impedem uma maior integração das mulheres no mercado de trabalho - e de forma igualitária em todos os setores", observa Ratcheva.



Nesse campo, o relatório também leva em consideração o nível educacional de homens e mulheres que chegam ao mercado de trabalho.



O Brasil foi o único país da América Latina e um dos seis, em meio às 144 nações, a eliminar a desigualdade entre homens e mulheres na área de educação. Em saúde e sobrevivência, a diferença também está próxima do fim. Tais resultados são semelhantes aos registrados nos últimos anos.



Neste ano, somente outros cinco países conseguiram resolver as disparidades nas duas áreas: República Checa, Letônia, Lituânia, Eslováquia e Eslovênia.



No que diz respeito à educação, são consideradas a taxa de alfabetização e de matrículas nos ensinos primário e secundário. Na saúde, a análise se dá sobre a razão entre os sexos no nascimento e a expectativa de vida saudável entre eles.



Ganhos com a igualdade





Globalmente, o estudo observa que apenas 58% da desigualdade de gênero foi resolvida pelos países, o pior índice desde 2008.





Segundo o estudo, a igualdade deve resultar em ganhos econômicos expressivos, que variam de acordo com o contexto de cada país.





Ver fonte do artigo: http://www.bbc.com/portuguese/brasil-41853171

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18 dias ago

MARCELO DEFENDE QUE DESCENTRALIZAÇÃO DA EDUCAÇÃO NÃO PODE DEIXAR "ZONAS CINZENTAS"

O Presidente da República falava no encerramento do 1.º Congresso das Escolas, promovido pelas quatro associações de responsáveis do ensino público e do ensino particular.

Ele defendeu o processo de descentralização de competências educativas deve ser feito com clareza na definição de princípios e recursos, para evitar equívocos e não se criar uma "situação cinzenta".

"Sem uma definição que, por um lado, fique clara à partida e, por outro lado, seja reajustável em função de um processo avaliativo constante, entraremos numa situação cinzenta em que a bondade da descentralização, que é indiscutível, será ultrapassada pelos efeitos negativos de decisões precipitadas ou de posições prematuras", alertou Marcelo Rebelo de Sousa.


Ministro garante que vai "lutar radicalmente" pelos direitos dos professores



O chefe de Estado falava no encerramento do 1.º Congresso das Escolas, que juntou dirigentes do ensino público, do ensino particular e cooperativo e do ensino profissional, na Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa.



Numa intervenção de perto de 40 minutos, o Presidente da República considerou que "os processos de transferência e delegação de competências exigem definição clara de objectivos e a instituição de mecanismos de acompanhamento e de avaliação de resultados, sob pena de perderem sentido e eficácia".



"Sendo um pouco mais explícito, a descentralização — digo-o com a experiência de quem dirigiu já estabelecimentos de ensino, e de quem foi ao longo da vida várias vezes autarca — supõe princípios muito claros, definição consensual em matéria de transferência de atribuições e de fixação de competências, e também idêntica clareza quanto aos recursos envolvidos", prosseguiu Marcelo Rebelo de Sousa.



Segundo o chefe de Estado, é preciso assegurar "que não haja equívocos que significam uns alijarem responsabilidade para outros não poderem cumprir aquilo que se lhes é exigido à míngua de recursos para o efeito".



Empatia precisa-se

O Presidente da República dava assim eco a algumas das preocupações expressas pelos directores que estiveram presentes no 1.º Congresso das Escolas, que terminou nesta sexta-feira e que reuniu cerca de 350 dirigentes do ensino público e do ensino particular e cooperativo.



Com a nova legislação sobre descentralização ainda no Parlamento para o debate na especialidade, foram vários os directores que alertaram para “a falta de balizas” entre o que se pretende deixar na esfera das escolas e o que passará para os municípios, e que também alertaram para o perigo para que esta transferência de competências possa vir a transformar as escolas “em arenas de batalhas partidárias”.



Na sua intervenção, Marcelo Rebelo de Sousa apontou este paradoxo: apesar de todas as famílias terem algum membro no quadro educativo, a verdade “é que os portugueses não dão primazia à educação como uma prioridade”, o que classificou como sendo “muito preocupante”. “Ou os portugueses assumem a educação como uma prioridade sua ou não esperem que aqueles que os representam a assumam”, disse.



O Presidente da República elogiou ainda as quatro associações de responsáveis escolares que promoveram o congresso por terem conseguido privilegiar o que “os une” em detrimento daquilo que os separa, e alertou que “não há maneira de reformar a educação não gostando dos protagonistas desta reforma”. A este respeito, Marcelo voltou a insistir, numa nova referência à sua disputa recente com o primeiro-ministro, que existem “duas visões da vida, uma racional e outra mais emotiva”, mas que nada pode ser feito “sem empatia”.



Reformar o Ministério da Educação

Numa Carta de Compromisso para o Futuro do Sistema Educativo, elaborado pelas quatros associações e que foi entregue a Marcelo, os responsáveis escolares frisam que “a finalidade primeira da escola é a de promover e apoiar a educação e formação integral de cada aluno”, e que para tal se exige que “o tempo escolar possa ser gerido em função dos alunos, de modo diferenciado e adaptado”, com um “currículo rico e diversificado”, mas que também seja estável.



Neste documento, os responsáveis escolares defendem ainda que “a orgânica do Ministério da Educação seja revista em função de um novo paradigma, em que a escola é o centro e os restantes serviços a apoiam” em vez do que sucede hoje, “em que a escola ‘responde’ perante todos sem que ninguém ‘responda’ à escola”.

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